A Editora InfoGraphics e a Revista Perfil lançarão em outubro o Guia do Comércio em Lagarto. Os interessados no projeto favor manter contato com o e-mail franklinmonteiro@oi.com.br ou usar o link contato do site www.historiadelagarto.com. Comercialmente, procurar o Baia, da Copiart. Divulgue sua empresa, seu trabalho, sua fé e tudo que esteja positivamente relacionado a Lagarto.
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
O PODER DE SAIAS EM LAGARTO
A presença da mulher na vida política lagartense nos últimos cinqüenta anos, apesar de alguns lampejos significativos de representação, foi no cômputo geral ainda pífia. O mesmo não se pode dizer quando o assunto é Diretorias e Secretarias, além de sindicatos e outras organizações representativas de classe.
Essa constatação nos leva a crer, sobretudo pelas últimas eleições realizadas em Lagarto, que a mulher está perdendo o espaço e a brecha que lhe fora dada ainda nos anos 1989, por ocasião das eleições das senhoras Lúcia Maria Roriz Teixeira (Professora Pró) e Leopoldina Pereira da Costa para a Câmara de Vereadores de Lagarto.
De lá para cá, mais outras quatro mulheres ocuparam o cargo de Edil: Maria Acácia Carvalho Ribeiro, Maria Vanda Monteiro, Maria Else de Oliveira Costa e Josefa Marlene. E a nível estadual, na condição de Deputadas Estaduais: Luiza Ribeiro e Goretti Reis.
Fora isto, a mulher em Lagarto ficou relegada a ocupar, com desenvoltura, é claro, algumas secretarias municipais estratégicas como as de Saúde, Educação e Ação Social. É fato que quando se trata de Executivo, nem de longe elas passam perto, pois as últimas candidatas não lograram êxito nem na condição de vices, o que não pode ser dito de outros municípios de Sergipe, onde elas são até Prefeitas.
Tais dados me despertaram a intenção de elaborar um estudo acadêmico, pela UFS, em torno dessa questão para saber exatamente o que ocorre em Lagarto quando o assunto é mulher na política. Duas hipóteses se erguem com muita força: 1) a predominância eminentemente masculina, que mina as possibilidades de sua ascensão (e quando isto ocorre, com sucesso, dá-se sob as hostis dos que ostentam a virilidade do sexo masculino; 2) e o próprio eleitorado feminino, não afeito a idéia de ser representada pela de mesmo sexo, ou, na pior das constatações, ainda o fato de seguirem o bastão patriarcal da casa, sem ter autonomia para votar e decidir.
Afora isso, as últimas eleições municipais em Lagarto revelaram um decréscimo considerável nesse aspecto, pois as mesmas sequer conseguiram eleger uma representante para esse pleito e gestão. E sua representante, que pleiteava ao Executivo, nem mil votos conseguiu fechar.
O quadro não é animador nem mesmo na Assembléia Legislativa. Tanto Luíza Ribeiro como a atual, Goretti Reis, embora tivessem feito história em seus pioneirismos e pondo saias na velha disputa Saramandaia x Bole-Bole, só ocuparam tais cargos em função de vacâncias e não, necessariamente pelo voto popular. E olhe que nesse caso, pairaram sobre as duas fortes figuras masculinas, de reconhecida liderança política em Lagarto: Rosendo Ribeiro e Artur Reis.
Uma coisa é fato, prezados leitores do “Gazeta dos Municípios”: em terra de homens, de cócoras com eles. E olhe que essa afirmação está longe de ser machista, pois os fatos falam por si só e me advogam.
Essa constatação nos leva a crer, sobretudo pelas últimas eleições realizadas em Lagarto, que a mulher está perdendo o espaço e a brecha que lhe fora dada ainda nos anos 1989, por ocasião das eleições das senhoras Lúcia Maria Roriz Teixeira (Professora Pró) e Leopoldina Pereira da Costa para a Câmara de Vereadores de Lagarto.
De lá para cá, mais outras quatro mulheres ocuparam o cargo de Edil: Maria Acácia Carvalho Ribeiro, Maria Vanda Monteiro, Maria Else de Oliveira Costa e Josefa Marlene. E a nível estadual, na condição de Deputadas Estaduais: Luiza Ribeiro e Goretti Reis.
Fora isto, a mulher em Lagarto ficou relegada a ocupar, com desenvoltura, é claro, algumas secretarias municipais estratégicas como as de Saúde, Educação e Ação Social. É fato que quando se trata de Executivo, nem de longe elas passam perto, pois as últimas candidatas não lograram êxito nem na condição de vices, o que não pode ser dito de outros municípios de Sergipe, onde elas são até Prefeitas.
Tais dados me despertaram a intenção de elaborar um estudo acadêmico, pela UFS, em torno dessa questão para saber exatamente o que ocorre em Lagarto quando o assunto é mulher na política. Duas hipóteses se erguem com muita força: 1) a predominância eminentemente masculina, que mina as possibilidades de sua ascensão (e quando isto ocorre, com sucesso, dá-se sob as hostis dos que ostentam a virilidade do sexo masculino; 2) e o próprio eleitorado feminino, não afeito a idéia de ser representada pela de mesmo sexo, ou, na pior das constatações, ainda o fato de seguirem o bastão patriarcal da casa, sem ter autonomia para votar e decidir.
Afora isso, as últimas eleições municipais em Lagarto revelaram um decréscimo considerável nesse aspecto, pois as mesmas sequer conseguiram eleger uma representante para esse pleito e gestão. E sua representante, que pleiteava ao Executivo, nem mil votos conseguiu fechar.
O quadro não é animador nem mesmo na Assembléia Legislativa. Tanto Luíza Ribeiro como a atual, Goretti Reis, embora tivessem feito história em seus pioneirismos e pondo saias na velha disputa Saramandaia x Bole-Bole, só ocuparam tais cargos em função de vacâncias e não, necessariamente pelo voto popular. E olhe que nesse caso, pairaram sobre as duas fortes figuras masculinas, de reconhecida liderança política em Lagarto: Rosendo Ribeiro e Artur Reis.
Uma coisa é fato, prezados leitores do “Gazeta dos Municípios”: em terra de homens, de cócoras com eles. E olhe que essa afirmação está longe de ser machista, pois os fatos falam por si só e me advogam.
LAGARTO EM CHAMAS
Neste final de semana, como tradicionalmente se dá há mais de oitenta anos sempre nos finais de maio, ocorre uma das mais autênticas e tradicionais manifestações culturais de Lagarto: a silibrina. No passado, pudor, risco e celebração; no tempo presente, a odiosa anarquia.
Quando adolescente, ouvindo as histórias de minha mãe, a saudosa Claudemira, ensaiava todos os anos acompanhar a silibrina e ainda hoje o faço. Acontece que na primeira vez que resolvi de fato me inteirar, fui atingindo covardemente por um “pitu”, que ao explodi, rasgou, superficialmente meu lábio inferior. Se estas linhas pudessem dizer quem fora o autor da “proeza”, ficariam todos estupefatos, porém nem tão surpresos frente às peripécias do infante prodigioso em outras ocasiões (abafa o caso). O projétil fora atirado de dentro do carro do dito anônimo.
Frente à tão horrenda barbárie, a silibrina me criou um asco sem tamanho, mas não me tirou o bairrismo. Não há como pensar em identidade lagartense, sem nos remetermos a essa manifestação, dada, sobretudo a sua essência criativa: 1) celebrar a chegada dos festejos juninos; 2) orar pelos santos juninos; 3) confraternizar.
O aspecto criminoso da silibrina chegou a tal nível, apesar dos esforços despendidos pelo dedicado Sr. Hamilton Prata, que o Ministério Público nos últimos anos interferiu prontamente, mudando até o seu cortejo tradicional, “matando”, para fins de segurança, boa parte de seu romantismo.
Se pensarmos a silibrina enquanto fenômeno popular, manifestação cultural, a espontaneidade é um traço comum, mas esta foi atingida, desde início dos anos 90 pela animosidade desassistida de alguns rebeldes sem causa de nossa sociedade, sobretudo da “marginália” elitizada. Sim, porque não se pode atribuir somente aos pobres as atrocidades dos últimos anos (depredação de chash de Bancos, praça pública, prédios públicos, espaços particulares, entre outros), como justificativa dos desvios de comportamento de muitos daqueles jovens sob a inoperância de boa parte dos pais.
Em que pesem tais observações, devo salientar que em nome da preservação dessa cultura, todo esforço é pouco, haja vista a sua importância para a nossa memória histórica. Porém, é preciso muito cuidado e muita prudência, mas sobremodo o braço forte da lei, punindo os culpados.
A novidade desse ano é o apoio mais de perto, interado até, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. A organização promete fazer uma das maiores festas dos últimos anos. Torcemos para que ela traga de volta os fantasmas de Seu Temístocles, Maninho de Zilá, Zé Monteiro do Bar e tantos outros que em tempos distantes fizeram da expressão “Lagarto em chamas” uma explosão de alegria e de diversão.
Quando adolescente, ouvindo as histórias de minha mãe, a saudosa Claudemira, ensaiava todos os anos acompanhar a silibrina e ainda hoje o faço. Acontece que na primeira vez que resolvi de fato me inteirar, fui atingindo covardemente por um “pitu”, que ao explodi, rasgou, superficialmente meu lábio inferior. Se estas linhas pudessem dizer quem fora o autor da “proeza”, ficariam todos estupefatos, porém nem tão surpresos frente às peripécias do infante prodigioso em outras ocasiões (abafa o caso). O projétil fora atirado de dentro do carro do dito anônimo.
Frente à tão horrenda barbárie, a silibrina me criou um asco sem tamanho, mas não me tirou o bairrismo. Não há como pensar em identidade lagartense, sem nos remetermos a essa manifestação, dada, sobretudo a sua essência criativa: 1) celebrar a chegada dos festejos juninos; 2) orar pelos santos juninos; 3) confraternizar.
O aspecto criminoso da silibrina chegou a tal nível, apesar dos esforços despendidos pelo dedicado Sr. Hamilton Prata, que o Ministério Público nos últimos anos interferiu prontamente, mudando até o seu cortejo tradicional, “matando”, para fins de segurança, boa parte de seu romantismo.
Se pensarmos a silibrina enquanto fenômeno popular, manifestação cultural, a espontaneidade é um traço comum, mas esta foi atingida, desde início dos anos 90 pela animosidade desassistida de alguns rebeldes sem causa de nossa sociedade, sobretudo da “marginália” elitizada. Sim, porque não se pode atribuir somente aos pobres as atrocidades dos últimos anos (depredação de chash de Bancos, praça pública, prédios públicos, espaços particulares, entre outros), como justificativa dos desvios de comportamento de muitos daqueles jovens sob a inoperância de boa parte dos pais.
Em que pesem tais observações, devo salientar que em nome da preservação dessa cultura, todo esforço é pouco, haja vista a sua importância para a nossa memória histórica. Porém, é preciso muito cuidado e muita prudência, mas sobremodo o braço forte da lei, punindo os culpados.
A novidade desse ano é o apoio mais de perto, interado até, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. A organização promete fazer uma das maiores festas dos últimos anos. Torcemos para que ela traga de volta os fantasmas de Seu Temístocles, Maninho de Zilá, Zé Monteiro do Bar e tantos outros que em tempos distantes fizeram da expressão “Lagarto em chamas” uma explosão de alegria e de diversão.
OPERAÇÃO SALVEM A ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA DE LAGARTO
Prezados leitores, tenho acompanhado atentamente a campanha capitaneada pelo jornalista Anderson Christian em favor do prédio (melhor, ruínas) da antiga Associação Atlética de Lagarto (A.A.L.) e devo dizer que não poderia me furtar da mesma, sem ao menos abraçar essa causa.
Durante os anos 70 e 80 do século passado, a A.A.L. foi o principal ponto de atração da juventude e da turma da velha guarda em seus inesquecíveis bailes e matinês de final de semana.
Embora não tivesse sido seu freqüentador assíduo (o mesmo não posso dizer do saudoso Professor Cláudio Monteiro e a sua trupe), tenho uma recordação marcante daquele lugar de memória da gente do Lagarto. Foi por ocasião do show do cantor Xangai. Um momento único para a nossa cidade, onde, irmanados, todos se nutriram do que há de melhor no campo da cantoria nordestina e brasileira.
Gerações que me antecederam são unânimes em afirmar que Lagarto era muito mais alegre nos tempos da A.A.L., opinião partilhada por vários freqüentadores de diferentes idades: de Dona Izaura de Maninho de Zilá, passando por Rinaldo Prata, entre outros.
Abandonada com a chegada da Boate Planet Café e deixada de lado pelo famigerado hábito de freqüentar rodas de bares e lanchonetes onde se bebe e ouve som alto numa verdadeira sinfonia de surdo e mudo, a A.A.L., sobretudo o seu prédio, localizado à Rua Mizael Vieira, nas proximidades do Forródromo (como se convencionou chamar), ainda que em lastimável estado de entulhos e lixo é ainda uma significativa representação da vida social de Lagarto (aliás a atual sociedade não está longe desse cenário moribundo).
Seu auge sobrevive em trajetórias de vida como as de Cabeludo, lendário contínuo daquela inesquecível área de lazer e de diversão; de Everton Dantas, o nosso mais “fashion” promotor de eventos que a história de Lagarto já registrou; de Valdomiro Moraes, um dos mais atuantes Presidentes; entre outras personagens que jamais poderão ser apagadas pela sanha repulsiva da modernidade.
Assim posto, somo-me às muitas sugestões até aqui aventadas, agregando-lhes outras idéias, que ao tempo que somam, reúnem e contemplam as já então apresentadas pela Gazeta dos Municípios. Sugiro que o espaço seja revitalizado da seguinte maneira: considerando a dificuldade em reavivar a sua estrutura original, que ser ergam novos alicerces que ao menos lembrem a velha feição.
O novo espaço deve conter dois pavimentos. No inferior, no antigo salão de festas, um auditório que leve o nome de uma figura marcante da A.A.L. (a escolha deve ocorrer via consulta popular e aos ex-sócios). Ao lado, onde era uma área livre a céu aberto, um salão para exposições e eventos. No espaço da diretoria, sala de troféus, entre outros, um memorial salvaguardando a história do espaço, com objetos culturais que o rememorem.
Não esquecer dos banheiros e da área arbórea (concreto e natureza).
No pavimento superior, funcionariam três secretarias municipais: a de Esporte e Lazer e a de Turismo, Indústria e Comércio, bem como a de Meio-Ambiente (vindo esta a ser criada futuramente), com salas e mini-auditórios para reuniões.
Em tese, a A.A.L. se transformaria num Centro Municipal de Convenções e Eventos, atraindo a atenção de toda a sociedade, sobretudo em seguimentos dinâmicos e mobilizadores, como os que referendam os nomes das secretarias acima mencionadas.
E até que a boa vontade vire verdade e ação, que os escombros da A.A.L. ressoem como os gritos dos inumeráveis carnavais que por ali já desfilaram, como aos repiques de bandas que marcaram época, a exemplo de Tuaregues e de Los Guaranis; reluzam foscamente como o brilho de Virgínia Lange e das Miss Sergipe; e reclamem, se não a volta do espetáculo, mas pelo menos a volta de seu viço.
Durante os anos 70 e 80 do século passado, a A.A.L. foi o principal ponto de atração da juventude e da turma da velha guarda em seus inesquecíveis bailes e matinês de final de semana.
Embora não tivesse sido seu freqüentador assíduo (o mesmo não posso dizer do saudoso Professor Cláudio Monteiro e a sua trupe), tenho uma recordação marcante daquele lugar de memória da gente do Lagarto. Foi por ocasião do show do cantor Xangai. Um momento único para a nossa cidade, onde, irmanados, todos se nutriram do que há de melhor no campo da cantoria nordestina e brasileira.
Gerações que me antecederam são unânimes em afirmar que Lagarto era muito mais alegre nos tempos da A.A.L., opinião partilhada por vários freqüentadores de diferentes idades: de Dona Izaura de Maninho de Zilá, passando por Rinaldo Prata, entre outros.
Abandonada com a chegada da Boate Planet Café e deixada de lado pelo famigerado hábito de freqüentar rodas de bares e lanchonetes onde se bebe e ouve som alto numa verdadeira sinfonia de surdo e mudo, a A.A.L., sobretudo o seu prédio, localizado à Rua Mizael Vieira, nas proximidades do Forródromo (como se convencionou chamar), ainda que em lastimável estado de entulhos e lixo é ainda uma significativa representação da vida social de Lagarto (aliás a atual sociedade não está longe desse cenário moribundo).
Seu auge sobrevive em trajetórias de vida como as de Cabeludo, lendário contínuo daquela inesquecível área de lazer e de diversão; de Everton Dantas, o nosso mais “fashion” promotor de eventos que a história de Lagarto já registrou; de Valdomiro Moraes, um dos mais atuantes Presidentes; entre outras personagens que jamais poderão ser apagadas pela sanha repulsiva da modernidade.
Assim posto, somo-me às muitas sugestões até aqui aventadas, agregando-lhes outras idéias, que ao tempo que somam, reúnem e contemplam as já então apresentadas pela Gazeta dos Municípios. Sugiro que o espaço seja revitalizado da seguinte maneira: considerando a dificuldade em reavivar a sua estrutura original, que ser ergam novos alicerces que ao menos lembrem a velha feição.
O novo espaço deve conter dois pavimentos. No inferior, no antigo salão de festas, um auditório que leve o nome de uma figura marcante da A.A.L. (a escolha deve ocorrer via consulta popular e aos ex-sócios). Ao lado, onde era uma área livre a céu aberto, um salão para exposições e eventos. No espaço da diretoria, sala de troféus, entre outros, um memorial salvaguardando a história do espaço, com objetos culturais que o rememorem.
Não esquecer dos banheiros e da área arbórea (concreto e natureza).
No pavimento superior, funcionariam três secretarias municipais: a de Esporte e Lazer e a de Turismo, Indústria e Comércio, bem como a de Meio-Ambiente (vindo esta a ser criada futuramente), com salas e mini-auditórios para reuniões.
Em tese, a A.A.L. se transformaria num Centro Municipal de Convenções e Eventos, atraindo a atenção de toda a sociedade, sobretudo em seguimentos dinâmicos e mobilizadores, como os que referendam os nomes das secretarias acima mencionadas.
E até que a boa vontade vire verdade e ação, que os escombros da A.A.L. ressoem como os gritos dos inumeráveis carnavais que por ali já desfilaram, como aos repiques de bandas que marcaram época, a exemplo de Tuaregues e de Los Guaranis; reluzam foscamente como o brilho de Virgínia Lange e das Miss Sergipe; e reclamem, se não a volta do espetáculo, mas pelo menos a volta de seu viço.
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
SERGIPE PANORÂMICO: A CRÔNICA DE UM PLÁGIO VICIOSO
Prezados leitores do Gazeta dos Municípios,aproveito esse valioso espaço a mim concedido para retificar um erro de autoria (prá não dizer plágio) que vem se perpetuando ao longo de 7 anos, e que resolvi dar um basta, frente à falta de sensibilidade e respeito dos autores da fraude intelectual que envolve um de meus muitos escritos.
Na edição histórica do Gazeta dos Municípios do último final de semana, na página 4A, está publicado um texto cujo título é “Lagarto: 129 Anos de Uma Paixão” atribuído ao site Wikepedia. O artigo é uma cópia de um dos textos do livro “Sergipe Panorâmico”, de autoria dos professores Jouberto Uchôa de Mendonça e Maria Lúcia Marques Cruz e Silva, ambos da UNIT, lançado do ano de 2002.
À propósito, tal texto também é uma cópia, não autorizada e sem os devidos créditos citados, de um dos textos de minha safra. O mesmo fora publicado, de forma inédita, em parceria com a Profª Patrícia dos Santos Silva Monteiro, em duas situações diferentes, com ampla divulgação, nas comemorações dos 150 Anos de Nascimento de Sílvio Romero em 2001, a saber:
1) SANTOS, Claudefranklin Monteiro ; MONTEIRO, P. S. S. . Lagarto: De Vila a Cidade Dá o Exemplo. Folheto Comemorativo da PML. abril 2001.
2) SANTOS, Claudefranklin Monteiro ; MONTEIRO, P. S. S. . Lagarto: De Vila a Cidade Dá o Exemplo. Folha de Lagarto, Lagarto, p. 02 - 02, 15 maio 2001.
Atentem os senhores para o ano de publicação do texto original e para o livro da UNIT. É fato que ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão, mas isto somente no adágio popular. Aqui, estamos diante de pelo menos duas situações imperdoáveis: a apropriação indébita da propriedade intelectual de alguém ou o desrespeito a esta propriedade sem a devida citação dos autores. Diante mão, em que pese a repercussão dessa matéria, não acredito em falta de dolo ou maldade. Foram, no mínimo descuidados e na pior das hipóteses, irresponsáveis.
Como já disse, há 7 anos esse dolo se repete e se perpetua, seja em sites, artigos de jornal, livros, folhetos comemorativos; mas resolvi, como autor que sou, dar a César o que é de César. Não se trata de uma vaidade intelectual, como podem pensar alguns, mas de clamor pelo respeito da obra de outrem. Não sou o primeiro e nem serei o único a sofrer deste mal, pois o próprio Adalberto Fonseca e o seu “História de Lagarto” são amplamente plagiados sem o devido respeito.
Hajam vistos os argumentos aqui levantados, não faltariam elementos para um processo judicial, e não faltou vontade e oportunidade, mas acreditei e esperei pelo bom senso das pessoas envolvidas no “furto”, coisa que nunca aconteceu; sequer um pedido de desculpas. Mediante tal insensibilidade, resolvi, frente à perpetuação de um erro de autoria grave, via o que sei fazer de melhor, externar aos meus conterrâneos o meu repúdio e a minha insatisfação.
Uma coisa é fato, e que nos sirva ao menos de consolo: não se copia o que não é bom. Tanto é verdade, que se perpetuou à revelia de seus VERDADEIROS autores.
Saudações lagartenses a todos.
Na edição histórica do Gazeta dos Municípios do último final de semana, na página 4A, está publicado um texto cujo título é “Lagarto: 129 Anos de Uma Paixão” atribuído ao site Wikepedia. O artigo é uma cópia de um dos textos do livro “Sergipe Panorâmico”, de autoria dos professores Jouberto Uchôa de Mendonça e Maria Lúcia Marques Cruz e Silva, ambos da UNIT, lançado do ano de 2002.
À propósito, tal texto também é uma cópia, não autorizada e sem os devidos créditos citados, de um dos textos de minha safra. O mesmo fora publicado, de forma inédita, em parceria com a Profª Patrícia dos Santos Silva Monteiro, em duas situações diferentes, com ampla divulgação, nas comemorações dos 150 Anos de Nascimento de Sílvio Romero em 2001, a saber:
1) SANTOS, Claudefranklin Monteiro ; MONTEIRO, P. S. S. . Lagarto: De Vila a Cidade Dá o Exemplo. Folheto Comemorativo da PML. abril 2001.
2) SANTOS, Claudefranklin Monteiro ; MONTEIRO, P. S. S. . Lagarto: De Vila a Cidade Dá o Exemplo. Folha de Lagarto, Lagarto, p. 02 - 02, 15 maio 2001.
Atentem os senhores para o ano de publicação do texto original e para o livro da UNIT. É fato que ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão, mas isto somente no adágio popular. Aqui, estamos diante de pelo menos duas situações imperdoáveis: a apropriação indébita da propriedade intelectual de alguém ou o desrespeito a esta propriedade sem a devida citação dos autores. Diante mão, em que pese a repercussão dessa matéria, não acredito em falta de dolo ou maldade. Foram, no mínimo descuidados e na pior das hipóteses, irresponsáveis.
Como já disse, há 7 anos esse dolo se repete e se perpetua, seja em sites, artigos de jornal, livros, folhetos comemorativos; mas resolvi, como autor que sou, dar a César o que é de César. Não se trata de uma vaidade intelectual, como podem pensar alguns, mas de clamor pelo respeito da obra de outrem. Não sou o primeiro e nem serei o único a sofrer deste mal, pois o próprio Adalberto Fonseca e o seu “História de Lagarto” são amplamente plagiados sem o devido respeito.
Hajam vistos os argumentos aqui levantados, não faltariam elementos para um processo judicial, e não faltou vontade e oportunidade, mas acreditei e esperei pelo bom senso das pessoas envolvidas no “furto”, coisa que nunca aconteceu; sequer um pedido de desculpas. Mediante tal insensibilidade, resolvi, frente à perpetuação de um erro de autoria grave, via o que sei fazer de melhor, externar aos meus conterrâneos o meu repúdio e a minha insatisfação.
Uma coisa é fato, e que nos sirva ao menos de consolo: não se copia o que não é bom. Tanto é verdade, que se perpetuou à revelia de seus VERDADEIROS autores.
Saudações lagartenses a todos.
Claudefranklin - Gazeta dos Municípios
QUANDO DO CORETO FEZ-SE A MEMÓRIA
Lá pelos idos de 1996, quando a Prefeitura Municipal de Lagarto estava sob o comando de José Raimundo Ribeiro, ocorreu a reforma da Praça da Piedade. Na ocasião, o tradicional coreto, um dos maiores bens culturais de “pedra e cal” de nossa cidade, marco por excelência de sua identidade, esteve na crista do falatório popular, sob a iminência de desaparecer.Como é sabido, o Cabo Zé era adepto do modismo paisagístico da época que era o da fonte luminosa. Muitos países, sobretudo os da Europa, carregam ainda hoje em sua representação arquitetônica esse adereço, que não deixa de ter seu charme, se bem contextualizado.
Frente a tal assertiva, correu na cidade que o Cabo iria destruir o coreto e pôr no lugar uma fonte luminosa. Verdade ou não (com a palavra o mesmo), esse escriba iniciante nas letras que vos fala, ousou tecer alguns comentários a respeito, o que lhe rendeu um artigo intitulado “E o novo sempre vem”, publicado na Folha de Lagarto, à época.
Poucos dias depois, a matéria foi lida no ar, num programa capitaneado pelo jornalista Edivanildo Santana na FM Eldorado, e para surpresa de muitos, inclusive a minha, o Prefeito deu a sua palavra que não moveria um dedo contra o patrimônio.
Inaugurado no ano de 1932, pelo Prefeito Porfírio Martins de Menezes, o Coreto tornou-se ao longo de vários anos (e já se vão exatos 77 anos) um referencial de arquitetura patrimonial do Município de Lagarto. De tal modo, que é impossível imaginar a Praça da Piedade sem o mesmo, sobretudo com a Igreja Matriz posta de um lado, a Casa Paroquial, confronte, e a Prefeitura Municipal do outro lado, formando um conjunto que se completa e afirma a alma da gente do Lagarto: festa, poder e religiosidade.
Palco de grandes atrações, a exemplo de Luiz Gonzaga, discursos inflamados e efusivos, retretas diversas, namoricos e safadezas, mendigos e drogados, boêmios e sonhadores, velhos e crianças, o Coreto da Praça sobreviveu ao ano de 1996 e a promessa do Cabo se cumpriu, fazendo esse humilde historiador se render aos fatos e registrá-los, antes que a falta de memória resolva apagá-los ou distorcê-los, não querendo, pois que o mesmo lhe ocorra: oh, formoso coreto nosso de cada dia!
Claudefranklin - Gazeta dos Municípios
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
CENTENÁRIO DE JOSÉ VICENTE DE CARVALHO
Por Claudefranklin Monteiro Santos
Professor Assistente do DHI-UFS
Professor Assistente do DHI-UFS
No último dia 15 de abril de 2009, nas dependências no antigo Grupo Escolar Sílvio Romero, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, juntamente com o Departamento de Cultura, promoveu uma solenidade para comemorar o Centenário de Nascimento do jornalista José Vicente de Carvalho (1909-2009).
Após celebração de missa, os convidados e presentes se dirigiram ao local da solenidade, que contou com as presenças da Secretária de Educação, a Sra. Vanda Monteiro, do Diretor de Cultura, Enoque Araújo, da Diretora da Biblioteca que leva o nome do homenageado, a Sra. Rivanete Moura, do jovem André Barbosa, do poeta Assuero Cardoso, do músico e pesquisador Floriano Fonseca, entre outros, além desse escriba que vos fala.
Composta a mesa de honra, a solenidade seguiu em clima de tranqüilidade e de emoção, com destaque para a fala do Prof. Emerso Carvalho, filho ilustre do homenageado. As falas foram carregadas de memórias, bairrismo e de reflexão em torno da identidade cultural lagartense.
Após, os familiares foram homenageados com troféus e seguiu-se a apresentação do jovem contra tenor Rodrigo Lopes, enriquecendo ainda mais aquela noite, que de modo geral foi muito marcante para Lagarto, sobretudo porque reuniu pessoas de vários segmentos políticos numa áurea de respeito e de congraçamento.
Após celebração de missa, os convidados e presentes se dirigiram ao local da solenidade, que contou com as presenças da Secretária de Educação, a Sra. Vanda Monteiro, do Diretor de Cultura, Enoque Araújo, da Diretora da Biblioteca que leva o nome do homenageado, a Sra. Rivanete Moura, do jovem André Barbosa, do poeta Assuero Cardoso, do músico e pesquisador Floriano Fonseca, entre outros, além desse escriba que vos fala.
Composta a mesa de honra, a solenidade seguiu em clima de tranqüilidade e de emoção, com destaque para a fala do Prof. Emerso Carvalho, filho ilustre do homenageado. As falas foram carregadas de memórias, bairrismo e de reflexão em torno da identidade cultural lagartense.
Após, os familiares foram homenageados com troféus e seguiu-se a apresentação do jovem contra tenor Rodrigo Lopes, enriquecendo ainda mais aquela noite, que de modo geral foi muito marcante para Lagarto, sobretudo porque reuniu pessoas de vários segmentos políticos numa áurea de respeito e de congraçamento.
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